quinta-feira, 7 de junho de 2018



OS QUADROS LARANJAS




Os laranjas alegam que os melhores técnicos pertencem à sua camarilha. Quanto a conseguirem emprego já muito foi dito[i]. Quanto a terem cargos de relevância, é do conhecimento geral como as coisas se passam. Quanto à impunidade a infrações disciplinares, também já demonstrei[ii]. Agora vou mostrar, como obtêm o resto do currículo.

Laranja

            Um laranja apresentou de forma incompleta um trabalho em cinco anos cujo prazo era 18 meses, defendeu a construção de muros no meio das serras da Madeira e consta que retirou o nome dos colegas de um trabalho que apresentou num Congresso Internacional…

Pelo que se viu do seu processo individual, esse laranja não pediu autorização para coisa nenhuma: nem para publicar nem para fazer comunicações científicas nem requereu o estatuto “trabalhador estudante” nem “trabalhador equiparado a bolseiro”.
            Lembro que pelo artigo 20 a 22º da Lei Geral dos Trabalhadores em Funções Públicas: “as funções públicas são, em regra, exercidas em regime de exclusividade” e que não é permitido exercer sem autorização funções similares às atividades exercidas na função pública.
Também não se sabe quem pagou as viagens para o laranjinha fazer as comunicações em Congressos, nem a sua participação nos mesmos. Só se sabe é que provavelmente não pediu autorização![iii]

            Para o seu mestrado com parte lectiva em Lisboa (não se sabe com que estatuto: se foi autorizado ou não), consta que utilizou equipamentos e tempo de trabalho de funcionários do Governo Regional, e publicou artigos científicos baseado em registos do Governo Regional… provavelmente sem pedir qualquer autorização[iv]… Dizem que até chegou a pedir a colegas que não fossem falar com ele pois tinha que trabalhar para o mestrado.
            Com um currículo deste, só podia ser nomeado diretor na Função Pública… obviamente com um concurso feito à medida… mesmo não cumprindo os quesitos para ser nomeado.
            Em seguida, concluiu um doutoramento com parte lectiva em Lisboa (cerca de 1600 horas). Também não se sabe com que estatuto.
Como dirigente laranja, depois beneficiou de impunidade disciplinar (queimando a imagem pública de vários colegas[v]), mesmo com acusações de roubar a cidadãos. A justificação da Administração Pública é que as especificidades regionais que não foram consideradas importantes na adaptação da lei à Região são tais que é permitido violar a lei.
Também já começou a aparecer na RTP-Madeira…

Um dos comentários que retive dele foi: “Aquele segue regras, e regrinhas…” Esta frase resume muito bem o funcionário comentado e o comentador.
Para mim, um trabalho bem feito cumpre com as regras. Uma qualquer aldrabice não cumpre ou com as regras técnicas e/ou com as regras morais.


Não-Laranja

            O não-laranja apresentou um estudo para criar riqueza na Região. Obviamente, foi preterido na seleção de um cargo de dirigente e depois foi transferido.
            Pediu que lhe fosse concedido estatuto de “trabalhador equiparado a bolseiro”. Não lhe foi concedido… mas de forma oral… e depois a Administração não respondeu ao seu recurso. Informo o leitor que só no mês de abril de 2018 foram dadas cinco equiparações desse tipo a trabalhadores.
            Uma vez que trabalha numa instituição pública de investigação científica, pediu para publicar artigos científicos baseados no seu trabalho, e apresentar esse trabalho num Congresso Internacional. Não foi concedido. Apresentou recurso. Não foi respondido. Também pediu para que um Congresso Internacional fosse considerado autoformação a que tem direito por lei. Não foi respondido…
            Quase em cima do Congresso, depois de mostrar que legalmente não era admissível ser-lhe negado o pedido de autoformação, lá lhe foi concedida autorização com algumas “bocas” à mistura.
            Quanto aos artigos, uns meses depois, o não-laranja voltou a insistir… foi-lhe dito que tinha que apresentar um resumo para ser analisado… após a prescrição do prazo de apresentação de comunicações e artigos para esse Congresso Internacional que ocorreu recentemente na Madeira... Será que essa entidade pública dá de borla a empresas privadas e Universidades não regionais, dados tratados sem nada lhes exigir?


O Congresso e o Currículo

O laranja fez duas comunicações nesse Congresso Internacional: uma a título pessoal utilizando dados do Governo Regional. Desconhece-se se pediu autorização para utilizar esses dados e para fazer essa comunicação. Parte do trabalho que apresentou tem o mesmo tema que um estudo pago pelo Governo Regional que acompanhou profissionalmente como representante dessa entidade.
A outra comunicação, provavelmente deriva de um convite feito à Secretaria onde trabalha e com o apoio do responsável desse estudo pago pelo Governo Regional (400 mil euros)[vi]!!! Será que esse Estudo cumpriu integralmente o contrato?
            Alguém se admirará se eu disser que o diretor regional do não-laranja declarou que o laranja, “tem um grande futuro pela frente”… Desconhece-se se esses dois alguma vez trabalharam juntos.
Na minha opinião, os incompetentes e os imbecis só têm sucesso profissional em Sociedades Corruptas.
Em sociedades corruptas, uma minoria, tal como células cancerosas, apodrecem a Riqueza, e: os cidadãos não têm direitos, a lei é desrespeitada, os dinheiros públicos são desbaratados em “elefantes brancos”, o Sistema de Saúde é um Sistema de Eutanásia Não-Assistida, as pensões e reformas tendem a desaparecer, os ricos o são por roubarem ao Estado e cada vez mais se assenhoram deste, a Educação instaura as Castas de Cidadãos, o Investimento é direcionado para encher os bolsos de alguns mesmo que seja à custa da destruição ao desbarato da Riqueza e Futuro Regionais…
Estimado leitor, será que estas considerações lhe lembram alguma coisa?



Conclusão

O funcionário não-laranja, no mínimo, corre o risco do fruto do seu trabalho ser roubado pelo laranja[vii]… nem que o tenham que o transferir outra vez.
Curiosamente (ou talvez não), o diretor regional do não-laranja depois de obter os resultados dos estudos executados pelo não-laranja que estão como ele pediu, quer os ficheiros digitais nos quais esses estudos se baseiam[viii]…
Por outro lado, noutra tarefa, em vez de querer o trabalho de uma ponta a outra (que era o que estava a ser feito), quer só a preparação dessa tarefa, sendo que a metodologia para se obter o produto final já está exposta numa informação interna elaborada, obviamente, pelo não-laranja…

Funcionário que tem currículo depois de ingressar na Função Pública provavelmente é laranja[ix]… e aqueles que têm curso para serem dirigentes são laranjas ao quadrado![x]

Também admito, se o Ministério Público admitir que é lícito violar a lei com base em especificidades regionais não contempladas na adaptação da lei à RAM, eu se tiver o cargo de Presidente do Governo Regional, de uma só leva demitirei da Função Pública e Empresas Estatais todos os dirigentes nomeados[xi] pela Renovação e pelo Jardinismo com o argumento de despartidarizar a Administração Pública[xii]. Esta partidarização é implicitamente assumida no Decreto Legislativo Regional 27/2016/M:
“A este propósito, destaca-se, desde logo, o perfil característico dos cargos de direção superior da administração regional, estreitamente ligados ao poder executivo, à prossecução e alavancagem das respetivas políticas públicas, revestindo, pois, uma característica natureza departamental governativa, na sua área de atribuições.”
 “Os cargos de direção superior da administração regional autónoma da Madeira são providos, por livre nomeação, (…)”

Nos procedimentos concursais de seleção de dirigentes de direção intermédia, estes dirigentes “superiores”, propõem o perfil exigido (permitindo concursos feitos à medida) e os restantes membros do júri (podem escolher lacaios-laranja, sendo que dois são diretores regionais de “livre nomeação”), e o júri é que avalia os candidatos, pelo que na realidade são cargos políticos a nomear outros cargos políticos. Em face do exposto, todos os dirigentes são cargos políticos “estreitamente ligados ao poder executivo” pelo que devem ser expulsos da Função Pública por Presidentes do Governo Regional não-laranja.
Um Presidente do GR não-laranja esperto consegue que Albuquerque e Alberto João testemunhem a favor dessa necessidade de demissão… não precisando de tentar averiguar a veracidade de alguns mitos, tais como: “Antes de um qualquer funcionário ser admitido no Governo Regional, os dirigentes contactam os laranjas da zona de residência do candidato (como por exemplo, presidente da junta de freguesia), para saber a posição política do candidato e o seu grau de aceitação de ordens e sistemas (a que eles chamam de “calma” e “falta de predisposição a confusão”).”

Quanto a Albuquerque, que já demonstrou claramente não se importar de ficar com o epíteto de “Coveiro do PSD-M”, pelo que quase que aposto que nada vai fazer sobre esta injustiça, tal como com outras similares contra não-laranjas, pois não percebe o ódio que os competentes têm por benefícios injustos a incompetentes e que o que dá boa-reputação é proteger o cidadão anónimo contra a discricionariedade dos poderosos …
Este desconhecimento é natural, pois ele, assim como os restantes membros do Governo Regional[xiii], não sentiram as dores para ter sucesso através do trabalho honesto, antes pelo contrário, sentem as dores das críticas por obter cargos sem ter mérito nenhum (a que eles chamam o “sofrimento causado pelas críticas dos invejosos[xiv]”).

 Parece que a estratégia política de Albuquerque é culpar o Governo Central por tudo, dar uns chequezinhos e uma viagenzitas, e continuar a convidar e a receber funcionários a custas do erário público aproveitando para fazer promessas para diminuir o descontentamento.
Na minha opinião, essas promessas é o que mais impacto tem na mente do eleitor, pois quem é que diz mal de alguém que lhe prometeu dar uma benesse? Poucos. A maioria aquieta-se, abstém-se de críticas políticas e espera para ver.
Se num decurso de uma confraternização, algum individuo se queixar das políticas danosas dos laranjas, o cidadão ao qual algo foi prometido abster-se-á de apoiar as críticas… mesmo que saiba que são corretas e verdadeiras. Isso provocará um sentimento negativo no individuo que se queixou… e abalará a sua confiança para as voltar a repetir a outrem.

Lembro que uma boa mentira é uma “ponte” entre os desejos do “mentido” e a sua realidade atual… a força do desejo é tal que obscurece a mente. Quem é que nunca fez figuras ridículas com mentiras destas, especialmente na juventude?
Os convidados à Quinta Vigia ao fazerem pedidos estão a indicar o que é querem ouvir… e um político inescrupuloso satisfaz-lhes a vontade.

Quanto às promessas quase que aposto que dependem da resolução de outras situações que na realidade nada têm a ver, e que só serão satisfeitas lá para setembro do próximo ano[xv]… se as eleições entretanto passarem, existem a justificações que a culpa é do Governo Central, do PAEF, da Oposição, a Trilateral, ou de outras situações urgentes, … e se o individuo continuar a insistir começa-se a o evitar.

Na próxima publicação mostrar-se-á o efeito prático dos dirigentes da administração regional não terem possibilidade de mostrarem “tomates”.

Eu, O Santo




[i] Por muitos comentadores aqui do fénixdoatlantico. Voltarei a este assunto com um caso prático.
[ii] E vou voltar a demonstrar.
[iii] Se não fosse necessário pedir autorização, então quem não a concede, estaria a cometer o crime de “abuso de poder”.
[iv] Que devia estar no processo individual que foi consultado.
[v] Que se calhar não percebem que são “carne para canhão”... e depois de se “queimarem”, caso não saibam, são escravos… a única opção racional é desligar as comunicações…
[vi] Também voltarei a este estudo.
[vii] No mínimo. O Governo Regional vai adaptar a Lei Geral dos Trabalhadores em Funções Públicas à Região (Resolução n.º 302/2018). Alguém ficará surpreendido se esse decreto institucionalizar a discricionariedade entre indivíduos e ameaçar a liberdade de participação política dos trabalhadores?
[viii] laranjinhas, roubar a vocês, ainda é mais fácil…
[ix] pelo que os concursos públicos de seleção de cargos de dirigente devem-se basear só nas entrevistas… que devem ser filmadas e publicadas. Quer proteger a sua privacidade e opinião profissional? Não se candidate!
[x] Esses, comigo como líder, nem para carregar nos botões dos elevadores servirão! E qualquer outro Presidente não-laranja com o mínimo de sensatez fará igual!
[xi] ou cuja comissão de serviço tenha sido renovada ou que tenham sido assessores de titulares de cargos políticos . Obviamente, haverá exceções para quem prejudicar diligentemente os Renovadinhos.
[xii] Se o problema da falta de Riqueza na Região é o efeito de grupo de uma minoria, então o tratamento é feito sobre o grupo.
[xiii] Se empatizassem com os que trabalham honestamente para ter sucesso, já teriam feito críticas públicas a Albuquerque sobre a proteção dada aos laranjas.
[xiv] Vou ser sincero. Não invejo nada o laranja devido a ele ser quem é.
[xv] Repare-se eu não estou a alegar que não vai aparecer nos Jornais que: 1) estão resolvidos os problemas desses cidadãos, 2) vão ser resolvidos ou 3) estão em vias de resolução…


4 comentários:

Anónimo disse...

O laranja será um queque parido pelo Mister blue, fumador de beatas já chupadas pelo rico do Faial?
Deste viajante, cheio de amores falhados, fazedor de arranjinhos e negociatas, espera-se tudo
Recordam-se do tempos que tinha na sua equipa um tal gomez, um tal ferbre cunhado deste, uma betynha que com água benta fazia milagres de aprovações?
O Certo é que bastava a betynha trocar a sanita com o bidé e logo o ferbre em prosa ou em verso escrevia tipo fato à medida, o gomez deitava a benção e o Laranja mor, maestro da orquestra, entoava a canção " Oh abreu dá cá o meu"
o coro constituído pelos outros 3 faziam a 2ª. voz com a mesma ponpa e circunstância
Perguntem ao Gilinho e ao Coelhinho, se não apanharam porrada por enfrentarem tais artistas de cátedra.
Desgraçado do povo empreendedor que passasse pelas mãos destes artistas.
Ou se era colaborador do tipo 14 andares e laranja ou então chupavam-lhe o sangue até o tutano se não andasse nessas lides
Como dizem os meus Pauleiros, "bom engodo para os peixinhos"

Anónimo disse...

Resumindo e concluindo este arrazoado.
O Santo/Miguel Silva não teve lugar de chefe, como queria. Nem no governo, nem na câmara a onde concorreu, mas os cafofianos já sabendo a fama do escriba não o quiseram nem por perto.
Aqui no Equipamento Social todos o conhecemos. É um melga.

Anónimo disse...

Não se preocupem que quando a m**** for cor-de-rosa vai acontecer o mesmo. Nesta região e país de tansos, mudam as moscas mas a m**** é a mesma. E continuamos todos impávidos e serenos à espera que um dia também possamos ser parte mosquedo em vez de limparmos a m**** de vez. Mexam-se mas é.

Anónimo disse...

Se muda para cor de rosa, então é que o Santo/Miguel Silva nunca mais é chefe. Se nem na câmara o quiseram, quanto mais no governo.