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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018



Declaração de desinteresse



Senhoras e Senhores Leitores:
Compreendo os reptos e a sua pertinência, mas recuso-me a comentar as notícias, os mexericos, os acontecimentos, os não-acontecimentos, as interpretações facciosas, os oportunismos, a atracção pelo doentio, enfim, a porcaria sem-nível para onde querem arrastar a Sociedade madeirense - esta também com muitas culpas no cartório, pois paga o espectáculo e acha-lhe piada. 
Faço-o em nome da boa higiene mental de quem heroicamente a conserva.
Não é proibido ficar entre aqueles a quem nada interessa realmente a inédita e reles actualidade publicada e bisbilhotada. A telenovela real mais rasca e sem paralelo na História desta terra.
Pode não exigir pensamento profundo nem intelectualismo, mas prefiro mil vezes virar a agulha para o Marítimo-Benfica de domingo. 

9 comentários:

Anónimo disse...

Estou de acordo Calisto.
Preocupa-me mais o Maritimo do que o pecadilho do deputado Calaça, ou a aventura do deputado Avelino.
Mas, para que tenhamos uma sociedade que se respeita e exige respeito, esse, o respeito, tem que ser um valor máximo dos eleitos.
E, quando estes não o têm, consigo próprios e com os outros, têm uma influência negativa na sociedade. Porque fica a imagem da impunidade, de que vale tudo e que tudo se pode fazer sem uma sanção.
E, a degradação do parlamento, tem a ver com a baixa qualidade de uma parte significativa dos deputados. Qualidade em princípios, valores e respeito, nem falando sequer nas enormes limitações nos assuntos que tratam.
O Calisto, como eu, recorda-se da primeira ALR em 1976. Lembra-se que por lá existiam pessoas das mais diversas origens profissionais. Todos tinham profissão. Não vinham de qualquer carreirismo. Acha que casos como os que se passam agora, seriam possíveis com os deputados daquela época?
Parece-me que não.
E pronto. Siga para bingo, e viva o Maritimo.

Luís Calisto disse...

Caro Comentador
O que escrevi não está em conflito com a sua posição. Bem pelo contrário. Jamais defendi a impunidade. Inclusive, começo a lidar no sacrilégio de admitir que um parlamento daquele nível devia fechar. Garante da democracia e da autonomia, aquele grupelho de carreiristas desqualificados e desclassificados?
PS - Não estou preocupado com o Marítimo, porque vamos ganhar.

Anónimo disse...

Eu sei a sua posição. Leio-o há muitos anos, e revejo-me naquilo que o Luís Calisto defende. Poderemos estar aqui e ali em desacordo, e ainda bem. A pluralidade também é um valor da democracia, e de quem gosta de viver em liberdade.
Aquele parlamento não defende nada, infelizmente. Nem democracia, nem autonomia. Defende apenas os que lá estão.
PS - Satisfaz-me o seu optimismo com o nosso Maritimo. Espero não ver a coisa "preta" como vejo aquela "casa de loucos".

Anónimo disse...

Caro Calisto,
sei que é uma ideia já batida, mas bem atual "o Parlamento Regional é o retrato da sociedade madeirense" e bem podemos tentar tratar os políticos como uma raça à parte, mas para bem e para o mal são o nosso reflexo.

Nos casos agora vindos a lume eles devem sofrer as penalizações naturais, se por um lado não devem ficar impunes pelo cargo que desempenham, também não devem ser mais penalizados por isso, a menos a lei assim o diga.

Sobre o CS Marítimo, infelizmente uma série de equívocos amplificados pelo ego de quem manda pode ter colocado o clube em muitos maus lençóis. Errar é natural, agora persistir no erro já ultrapassa a razoabilidade.

Consigo compreender a saída do Daniel Ramos (já estava em perda desde Janeiro), a contratação do Cláudio Braga (opção) e até a construção do plantel, agora não consigo perceber como não se aproveitou a paragem do campeonato logo após a derrota do Nacional para promover mudanças, à custa disso fomos humilhados em plenos Barreiros para a Taça e perdemos 3 importantes pontos contra o Setúbal.

Infelizmente contra a equipa que vem de Lisboa não auguro nada de bom. Oxalá me engane.

Anónimo disse...

Eu espero que o dinheiro dos meus impostos sirvam para pagar senhores deputados que dignifiquem o cargo que exercem, e não para patifarias em lugares públicos, e violem a lei e desobedeçam às autoridades!

Anónimo disse...

A pergunta que faz define, de facto, aquele grupo de entes que se apresenta na ALR. É carreirismo puro e duro; paga e cobrança de favores. Quanto ao seu Marítimo, lamento, mas desde que se transformou em donatário do estádio dos barreiros, que espero sinceramente que desça de divisão. Acresce a este factor os que são transversais a todos os clubes, da modalidade A a Z, e do clube A a Z, o receberem dinheiro a jorros, sem retorno para as famílias, para os jovens, para as escolas, para a UMA e para a economia madeirense. Não há retorno. Veja-se quantos atletas madeirenses militam nessas equipas?!

Anónimo disse...

Ó das 18.17, eu também defendo isso e ainda mais.
Defendo a qualidade moral dos deputados, dos quais não devem fazer parte indivíduos que vão afagar o ganso para instalações públicas e usando meios públicos.

Anónimo disse...

Para quem conheceu este senhor desde os bancos da Escola, sabe que ele é um pessoa bem formada e que no desporto trocava os olhos dos defesas adversário
Comparava-se ao Simões do Benfica, mas já mais refinado.
O Calisto trocou as Económicas e Financeiras pelo Jornalismo
Ama o desporto e o jornalismo
E continuo a tirar-lhe o chapéu pelo seu elevado profissionalismo
Bem haja....
Os teus colegas do DN e do JM, poderão estar mais ricos, mas têm também mais rabos de palha

Anónimo disse...

Calisto fazes bem em não mergulhares na pocilga, o Canha também tocou bem no assunto mas a viloada quer é sangue, escândalos e futebol, mesmo que lhe metam sal nas tripas e lhe tirem o estomago.