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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018




Unidos pelo negócio



Não sei a que propósito, mas algo me segreda que Albuquerque, se alguma vez caísse no 'desemprego  político', daria um excelente mestre da imobiliária




Para quem tentava plasmar uma carga de aridez ao presidente da Câmara de S. Vicente, aí está a resposta: Garcês revela-se um ás no "turismo cultural" (não confundir com rural) e, apanhando os pseudo-intelectuais da capital desprevenidos, decide criar a Rota dos Solares na ilha setentrional. Não estamos a fazer uma crónica humorística de fim-de-semana. O caso é sério e até foi o DN a lançar o tema na edição de hoje. O edil setentrional pensou em dotar o seu concelho de uma Rota dos Solares! 
Ainda não percebemos se de solares oitocentistas ou novecentistas. Mas se 'a rota' (ler separado) é um pequeno passo para o orçamento municipal, será um grande passo para a culturalidade. 

Apostado obsessivamente no projecto, Garcês procurou, procurou, e já descobriu a primeira unidade para o Roteiro. Encontrou lá para cima um solar - por mero acaso pertencente ao museólogo-mor do reino - e sem delongas desatou a negociar. Ora, apanhado assim de repente, o dono do bonito prédio, Francisco Clode, também por acaso director de museus e do património da Tabanca, deixou-se levar na conversa do autarca e vendeu aquilo por uma bagatela que não chega aos 800 mil euros. Bem arrependido deve estar o homem dos museus, passado o primeiro impacto.
Conclusão: o solar "pintado de fresco" nas Feiteiras, cuja "recuperação" custou uma boa maquia ao amigo Clode, já está na posse da empresa especializada lá do sítio, também por acaso detida 100% pela Câmara de Garcês.

Pelas informações que tenho e acho bem partilhar, há por aí mais uns solares que estão até em bom estado. Será que a empresa de Garcês não quererá comprá-los? Não tenha medo, sor presidente! Se for preciso mais um empurrãozinho da aristocracia falida cá da Tabanca, são favas contadas. Também temos algum conhecimento, ora bolas, e até pode contar com intermediação política superior ao nível de "real estate”.
Não seja por isso.

Como cidadão contribuinte, passei a sexta-feira a tentar saber se foi mesmo bom negócio público adquirir o raio do solar. Sim, Garcês mostrou a sua euforia na reportagem do DN, mas convém sempre cruzar informações. Pois bem: o solar agora negociado é na verdade um “pastiche” bastante “favorecido” do velho solar que era uma vetusta ruína, que já mal tinha quatro paredes de pé! Mas isto dá valor histórico à coisa. Se não dá, faz-se de conta. Mais: turismo por lá foi sol de pouca dura. Não chegou para estragar o resto das ruínas.

Mas há sempre um 'mas'. Ao longo do dia, também me quiseram convencer de que, afinal, o que ali havia mesmo era, não uma fonte de cultura para explorar, mas uma enorme dívida, supostamente milionária, que assim fica saldada em boa parte relativamente aos principais credores. À custa da benção do Blue Establishment, é certo, mas sempre ouvi dizer que os amigos são para as ocasiões. 
Se minha avó não morresse era viva, obrigado.
Claro que o negócio avançou beneficiando da  tal intermediação superior. Sejamos práticos: a que propósito o município de S. Vicente ia 'arder' 790 mil numa paranóia daquelas? Só que, entendam os detractores bota-abaixo, é uma paranóia lucrativa para alguém. 
Se o presidente setentrional nos quer fazer crer que foi a empresa municipal a realizar um bom negócio e que a engenhoca até tem outros lucros para o povo, é porque sabe o que está dizendo. Ainda hoje lembrei a um fala-barato o bem sucedido exemplo das Grutas. Resposta dele: "E o resto? O Tribunal de Contas não andava de olho nessas empresas manhosas, ditas municipais, feitas para esconder dívida das câmaras? Ou era só no tempo da velha senhora?"

Com gente desta...

Percebi haver quem não acredite que esta fantástica operação imobiliária propiciará uma espécie de turismo dos solares. Sim, há vários solares em S. Vicente, disseram-me, e há um na Ponta Delgada, finalmente visitável. Para logo atacarem: "Mas e o da Silveira, na Boaventura, quanto custa recuperar aquela ruína? E a que propósito fazê-lo? Para quê? Para quem? Quem vai lavar mais branco todo esse dinheirão, nunca menos de 1,5 milhões que seriam necessários? Será que o projecto também vai ser dos 'amigos do peito' do museólogo, os mesmos que fizeram o ex-solar-dele? E dada a experiência adquirida, não será tal recuperação devidamente 'assistida' pela task-force patrimonialista instalada na Rua dos Ferreiros?"
Xiiiiiiiiiiii!
Esbocei uma fuga do café onde me pregavam este sermão, mas não consegui 'cavar': "Agora vais ouvir! Então a câmara do tal Garcês, tão diabolizado noutros tempos e agora recuperado pelo laranjal, não tinha melhor uso para os 800 mil que gastou? O homem não tinha outras prioridades? E que tal uma “casa de cultura” decente e funcional para a nobre vila de S. Vicente? E que tal um espaço decente para a terceira idade, para os velhos ficarem, de dia ou de noite, tantos que eles são no concelho? Que diabo: querem fazer negócios, façam, mas não comam as papas na pinha da malta. O que chateia mesmo é o amiguismo, o nepotismo e outros ismos, como se o povo fosse bruto e cego. Infelizmente para todos nós, esses 'ismos' irão sair caro, lá para setembro do ano que vem... E tu, com essa defesa da mafiosidade, és igual a eles!"
Este interlocutor desapareceu sem me ouvir dizer que não, que não sou eu que tenho solares para vender.
Deixá-lo, esse ressabiado! 
Voltemos às coisas sérias. É que... sem saber a que propósito, vem-me à ideia que o nosso caçador das Angústias pode vir a dar no futuro um agente imobiliário de eleição. 

(Retiro deste joker dos milhares a palavra 'eleição', para não estragar o final do estenderete.)

27 comentários:

Anónimo disse...

Se calhar é esta a explicação http://mamadeiralaranja.blogspot.com/2017/12/jose-antonio-garces-o-novo-agente-remax.html

Anónimo disse...

Deve uma câmara municipal substituir-se à iniciativa privada e fazer concorrência com o mundo empresarial?
Não há razão que me lembre.
Deve um detentor dum cargo de confiança política, nomeado pelo governo regional, como é o do Dirretor da Direção Regional da Cultura, fazer negócios com uma autarquia? Sobretudo se pensarmos que se está a desfazer de um negócio ruinoso, que já estava no mercado há bastante tempo.
A olho nu, sem escarafunchar muito, só parece um negócio de favor, no qual a Autarquia e os seus munícipes não terão nada a ganhar.
Este doutor da mula ruça, cheio de pergaminhos e punhos de renda, um sempre-em-pé de nariz arrebitado, bem podia ter tido um pouco mais de pudor e fazer como o seu comparsa Miguel Albuquerque. Pedia ao Sr. Dionisio Pestana para lhe pagar as dívidas como fez com a Quinta das Rosas em S. Jorge do Albuquerque. Assim, o Dr. Francisco Clode escusava de ir aos cofres do.Municipiio e sacar aquelas centenas de milhar de euros que teriam melhor destino para o interesse público.

Anónimo disse...

Com certeza que esta transacção gerou comissões bem superiores às que são pagas no ramo imobiliário.
O proprietário livra-se das dívidas que tem por via de um negócio desastroso, devido à milagrosa decisão da C.M. De S. Vicente de se dedicar ao turismo de solares, nova rubrica a criar no melhor destino ilha do mundo.
É uma visão muito para a frente do autarca no norte.
Que sorte teve o super museólogo. O solar dele estava mesmo à mão. Que sorte. Parabéns!

Anónimo disse...

Do norte, desnorteado, um gajo que já experimentou das duras, que andou à esquerda e à direita, mostra-se um tanto ou quanto ferido na alma devido a este facto.

Anónimo disse...

Este negócio não è mais que o maior golpe feito pelos renovados e seus aliados.
Ora vejamos:
Governo regional, não sei como, oferece pavilhão de vulcanismo á sociedade que o geria, único investimento das benditas sociedades que dava lucro.
Com esta oferta, esta sociedade gera lucros e compra palacete ao diretor regional.
Qual compra virá a seguir???
Penso que se o roseiral do Arco não tivesse sido vendido, seria a próxima aquisição.

Anónimo disse...

Este prédio não foi financiado por fundos comunitários?
Vai devolver os fundos recebidos?
Quantos clientes teve depois da sua abertura?
Que valor histórico tem este prédio?
Que pretende a sociedade que o compra fazer ali?
Pelo que conta, será continuar o negócio, ou seja, continuar fechado!

Anónimo disse...

Acredito, amigo!
Por vezes, arrependemo-nos do apoio dado incondicional a este tipo de gente.
Desilusão

Anónimo disse...

Vindo do presidente Garcês, homem de negócios lá do norte, nada nos espanta, pois o seu jeito nato em fazer trocas comerciais e de adquirir bens sempre foi certo. O que nos espanta é dizer que a aquisição do solar dos Clode e a criação de um roteiro pelos solares do concelho é uma " visão do futuro". Mas que visão? Que futuro? Haverá, inegavelmente, outras necessidades, de se definir outras visões futuras para S.Vicente, concelho pobre e sem marcas dadas para o futuro. Organize- se sr. presidente, pois a sua " visão" encontra- se ofuscada e sem qualquer futuro.

Anónimo disse...

aguarda-se a vinda de muitos "charters" carregados de chineses para a "rota dos solares"...em contrapartida meia dúzia de envolvidos neste negócio dos solares irá percorrer a "rota da seda"...

Anónimo disse...

Ora nem mais, ó das 14.06.

Anónimo disse...

Os vilões de são Vicente fazendo jus às suas qualidades.

Anónimo disse...

Não há nada a fazer no norte. O camaleão controla todo o concelho com a ajuda do Humberto Vasconcelos e restante staff, mas o que mais me inquieta e revolta é o proclamar o futuro para o concelho, pobre, envelhecido, com mentalidade atrofiada e sem visão futura, é o aproveitamento desse jeito humilde de ser desse povo para viver bem e enriquecer. Vê-se uma política do " tapa buracos". Dá-se tinta para pintar uma casa, umas telhas para fazer um telhado, fecha-se os olhos a um aumento na casa, não se exigem licenças de construção e assim vamos satisfazendo as necessidades pontuais dos habitantes. É política rasca e sem futuro, baseada na desculpa da " ação social" e do pobre. Quere-se mais! Mais estratégias globais e futuras para um concelho cada vez mais isolado, velho e sem visão de futuro.

pedro disse...

estes rapazinhos são do pior , garces, fernando, aires, ...esses não há dinheiro que os farte e incompetência total, vejam os percursos,...irão dar cabo de são vicente e os ignorantes vendem-se por abraços e bjs

Anónimo disse...

E para tapar o sol com a peneira, oferece-se 2 cabazes de natal a duas famílias carenciadas(e é noticia).
Povo enganado!

Anónimo disse...

https://www.dnoticias.pt/madeira/empresa-municipal-entrega-cabazes-a-familias-carenciadas-de-sao-vicente-YF4135203
Risível! Uma instituição abastada financeiramente vem dar 2 cabazes a 2 famílias carenciadas? E esta ação é notícia no DN? Pobres de mentalidade, que continuam a persistir numa política do pobre. Por favor, pelo povo vicentino abram essas mentes senhores autarcas, assim como fazem com as suas ações pessoais. S. Vicente agradecerá!

Anónimo disse...

quando esta canalha terminar a governação são vicente vai estar no FUNDO, são incompetentes , arrogantes , vaidosos , andam de peito feito até parecem PAVÕES, … vão desgraçar a NOSSA TERRA, por favor corram com eles, VEJAM PARA QUE SERVE O DINHEIRO , ENGORDAR O CLOUDE, ..ainda vão a tempo de tomar juízo, com esse dinheiro dinamizam a economia , compravam o terreno do Sr António Figueira na vila e criavam ESTACIONAMENTOS , junto as grutas criavam estacionamento, em vez desse prédio que não vale nada, 800/mil , comissões,...estão a esticar a corda , onde anda a P.J....INVESTIGUEM , vejam o secretario da junta de são vicente os tubos estão a dar de mamar a muitos!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anónimo disse...

O que se vê por aqui é muito ressabiado, encapotado de impoluto, que contribui para a “ mentalidade atrofiada e sem visão futura”, presumindo de intelectual, tenham mas é vergonha e respeito pelo povo de São Vicente, tenham respeito por quem vos representa, essa mania de insultar pessoalmente é do mais abjecto que há, especialmente quando, ao estar na presença das pessoas, se armam em lambe otas subservientes, ao ponto de meter nojo!!!!!

Anónimo disse...

Olha uma virgem ofendida!

Anónimo disse...

Ofendido meu caro? Liberte-se e tenha, você, coragem de dizer o que pensa e deixe de lamber as botas. A isso meu caro chama- se ter opinião própria, ter liberdade de expressão, ser fiel aos seus princípios, coisa que nenhum dos elementos que proclamam a mudança para S. Vicente possui.

Anónimo disse...

Pelos vistos o único lambe botas aqui é o autor deste comentário.
Abre os olhos enquanto é tempo ou ainda vais dentro com eles

Anónimo disse...

Coragem para dizer o que pensa é dando a cara, a coberto do anonimato chama-se COBARDIA.

Anónimo disse...

Sabes o que se passa em São Vicente?
Já ouviste falar em perseguição?
Já ou ouviste falar em máfia organizada no seu melhor?
Se não vês, só podes estar dentro dela!

Anónimo disse...

Apita o comboio!!!

Anónimo disse...

Cada comentário mais tonto e estúpido que por aqui anda, tristes e maldosos. Ainda bem que as pessoas já sabem que quase tudo o que se publica nas redes sociais é mentira.

Anónimo disse...

Transformaram São Vicente num gamelão

Anónimo disse...

Mentira é este teu comentário.
Pergunto a ti aonde está a licença de construção do hotel do Sr Antonio, financiador deste camaleão?

Anónimo disse...

O objetivo principal destes comentarios é opinar sobre a compra do imóvel pela Câmara de S.Vicente e logicamente pela decisão do Presidente Garcês,decisão essa impensável para um concelho com outras necessidades. Assim, não desviemos os comentários para ataques pessoais de seguidores do partido absolutista em S. Vicente. É facto que controla o concelho,é certo que os seus elementos principais enriquecem a olhos vistos, é absoluto que não possui uma visao futura para o concelho, e que continua a realizar ações obscuras, contudo acredito na mudança, acredito num futuro para todos, e nao apenas para alguns em S. Vicente.