segunda-feira, 12 de junho de 2017

Denúncias contra o responsável pelos conteúdos da RTP-M



REUNIÃO ENTRE SUB-CT DA MADEIRA 
E CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 

No dia 5 de Junho, pelas 16 horas, a Sub-Comissão de Trabalhadores da Madeira, reuniu-se com o Conselho de Administração da RTP. Estiveram presentes o Presidente do Conselho, Dr. Gonçalo Reis e os Vogais, Dr. Nuno Artur Silva e Engª. Cristina Vaz Tomé. Por proposta da Sub-CT estiveram na ordem de trabalhos: 
- Necessidades de Formação Profissional dos Trabalhadores da RTP Madeira. 
- Reenquadramentos dos trabalhadores da RTP-Madeira. 
- Reequipamento técnico do Centro Regional. 
- Denúncia de violações do Acordo de Empresa e tratamento abusivo dos trabalhadores do CPM. 


- Formação 
- A Sub-CT expôs ao Conselho de Administração as necessidades prementes de formação profissional que são requeridas pelos trabalhadores do Centro Regional da Madeira, que pagam um elevado custo pela insularidade. 
A SUB-CT alertou o C.A. para a total inexistência de um plano de formação anual, bem como o desconhecimento geral de qualquer coisa que se assemelhe a uma estratégia para esta área na Madeira. 
O C.A. remeteu a questão das necessidades de formação profissional para a plataforma online, onde os trabalhadores se deverão inscrever nos cursos disponibilizados de forma a participarem nas ações de formação planeadas. 
A SUB-CT teve então oportunidade de transmitir ao conselho de que os inúmeros exemplos de trabalhadores que nela se tinham inscrito, não tinham tido até ao momento qualquer resposta adequada ao que se exige, requerendo ao C.A. a elaboração de um plano específico para a Madeira. 

2 - Reenquadramentos 
- A Sub-CT questionou o C.A. sobre os reenquadramentos dos trabalhadores da RTP-Madeira, expondo situações em que trabalhadores do CRM, expostos a uma exigência de total flexibilidade e empenho profissional, são titulares de um triste recorde de paralisia salarial que por vezes atinge os 30 anos no mesmo nível de desenvolvimento. 
Esta situação é inaceitável, iníqua e no entender da Sub-CT coloca os trabalhadores da RTP Madeira em situação de tratamento desigual em relação aos colegas do continente. Em resposta o CA, concordou com a CT que existem muitas questões na Madeira para resolver e esta é uma delas, no entanto afirmou estar a situação ainda em análise devido às restrições orçamentais, justificando no entanto que em 2016 a RTP foi alvo de um processo de reenquadramentos e que alguns trabalhadores da Madeira foram neles contemplados. 
A Sub-CT lamentou junto do C.A. alguma falta de transparência com que esse processo decorreu. - Reequipamento - A Sub Comissão de Trabalhadores questionou o C.A. sobre se este tinha uma análise efetuada acerca estado de absoluta degradação e carência em que se encontram os equipamentos de televisão e rádio da RTP-Madeira. 
Desde régies antigas e desadequadas até câmaras completamente ultrapassadas, a forma como a rádio e televisão na região autónoma só é possível graças a dedicação extrema dos seus funcionários. Em resposta o C.A. reconheceu os argumentos da Sub-CT comunicando que de facto o investimento técnico planeado na Madeira está atrasado em alguns meses, mas que está prestes a começar, nomeadamente na Central Técnica. 

- Denúncia 
- A Sub-Comissão de Trabalhadores da RTP Madeira denunciou ao C.A. um conjunto de situações de extrema gravidade na relação entre o Senhor Sub-Director de Conteúdos, Sr. Miguel Torres Cunha e os trabalhadores sob sua responsabilidade. 
A Sub-CT fundamentou com relatos, testemunhos bem como provas documentais a existência do que na sua opinião são violações claras do Acordo de Empresa nomeadamente, falta de tratamento dos trabalhadores com a urbanidade exigida, alteração do horário de trabalho como forma de punição sobre trabalhadoras com filhos menores a cargo, pagamento de trabalho suplementar em "tempo a compensar" sem conhecimento prévio dos trabalhadores, bem como violações do Código Deontológico, nomeadamente no sector dos jornalistas repórteres que são sujeitos à transmissão de instruções de trabalho através da empresa de segurança do edifício e saídas a sós para reportagem onde, estes asseguram as perguntas e a captação de imagens ao mesmo tempo. 

3 A Sub-CT denunciou ainda a elaboração de instruções de trabalho a jornalistas onde estão explícitas a quem não deve fazer perguntas, nomeadamente governantes bem como relatos acerca do conhecimento prévio do teor de perguntas por parte de entrevistados na RTP Madeira. 
O Conselho de Administração afirmou ter um conjunto de emails vindos de um grupo de trabalhadores da Madeira em apoio à ação do Sr. Miguel Cunha. 
Retomando a resposta, o C.A. admitiu que, dada a multiplicidade e variedade de queixas, provavelmente "alguma coisa haverá", mas que tal pode ser atribuído à obsessão e voluntarismo do Sr. Miguel Cunha podendo ser esta a sua resposta à falta de meios. Esclarecendo que a nomeação do Sr. Miguel Cunha não foi da responsabilidade do atual C.A., ele já se encontrava na empresa antes, envolvido numa estratégia diferente. 
O C.A. quis deixar claro que a RTP Madeira que todos os diretores da RTP têm a confiança do Conselho de Administração, até o momento em que deixam de a ter. 
A Sub-CT deixou ainda um elogio, por contraponto à ação do Sr. Miguel Torres Cunha, ao comportamento exemplar do responsável pela informação da rádio, Sr. Filipe Ramos. 

3 comentários:

Anónimo disse...

E que tal privatizar também toda a RTP, que custa aos portugueses todos os anos: 250 MILHÕES DE EUROS!!!

Anónimo disse...

Então o sr. não iria cumprir com as directrizes de quem o colocou lá? Os amigos, os primos e os cervejeiros são para isso mesmo!

Anónimo disse...


VIVA A MULHER A DIAS DOS SOUSAS.