segunda-feira, 5 de junho de 2017

Folhetim na TV



Sindicatos exigem abertura de inquérito 
ao subdirector da RTP-Madeira


Continua no alinhamento do dia o folhetim em que se tornou a vida quotidiana do Centro Regional da Levada do Cavalo. Para hoje mesmo foram agendadas reuniões em Lisboa da subcomissão da RTP-M com a hierarquia da televisão pública.
Já na passada semana, a nova plataforma sindical nacional, constituída por entidades desde o Sindicato de Jornalistas ao Sintav, STT e Sitic, esteve com o Conselho de Administração presidido por Gonçalo Reis, para abordagem da situação da RTP-M.

Antes disso, a meados de Maio, houvera lugar a reuniões preparatórias no Funchal, com sindicalistas nacionais a ouvir as queixas dos trabalhadores do Centro do Funchal, mas também as explicações do director Martim Santos e do subdirector veementemente contestado, Miguel Cunha.
Detentores dos elementos e dados então recolhidos, os sindicalistas nacionais apresentaram ao CA documentação a fundamentar as denúncias sobre as más condições de trabalho no Centro Regional, incluindo falhas graves na gestão dos recursos humanos da casa. 
Os sindicatos sustentaram a existência de situações que configuram violações do AE (Acordo de Empresa), do Código Deontológico e do Estatuto dos Jornalistas.
Um caso que ilustra bem a pressa e a obsessão quantitativa da produção de trabalho é a prática vulgarizada de o repórter de imagem segurar no microfone e simultaneamente gravar a imagem do entrevistado, já que não é feito destacamento do jornalista de voz para muitos serviços.  
Foi denunciada também a interferência no trabalho dos jornalistas, num atentado evidente às funções determinadas pelo estatuto.
Não raro acontece o jornalista receber instruções superiores para a reportagem que vai realizar por intermédio dos funcionários da segurança em serviço na endiabrada casa.
Chega-se a verificar predomínio sobre os trabalhadores da casa por parte dos contratados externos, que, ainda por cima, têm direito exclusivo ao uso de cacifos. 
A questão dos horários tornou-se um calvário para os trabalhadores. Ninguém tem a certeza de que cumprirá amanhã o horário devido nem se um eventual prolongamento do mesmo dará direito às legais horas extras ou a algum tempo de folga, em compensação. Isso quando o malfadado horário não é alterado 'à francesa', para castigar algum acto de rebeldia impertinente. 
Não deve ser nada agradável, também, os jornalistas serem directamente chefiados por elementos sem carteira profissional - conforme queixa insistente na Levada do Cavalo.
E depois são os famosos e-mails do nosso amigo Miguel (que começa a ser imitado por outros chefinhos) a desancar no subordinado e a dar ordens musculadas. Os sindicatos falam de "Falta de urbanidade" e "prática de assédio moral". 

Acontece que o CA, depois de ouvir os sindicatos, puxou um trunfo da manga: o administrador Nuno Artur Silva também visitara o Centro Regional da Madeira e não vira essa tragédia toda de que se fala, apesar de os trabalhadores terem sido ouvidos quer em reunião global quer em encontros a dois. Sim, havia queixas de falta de meios (queixas já com barbas brancas) e impasse nas carreiras profissionais. Mas a conclusão é que o estado de coisas não é grave por aí além.
Por sinal, o administrador Nuno até pôs em evidência o voluntarismo e a enormíssima capacidade de trabalho do Miguel Cunha. O que levou o também divertido presidente Gonçalo Reis (que durante os anos de vogal andou mudo, daí a promoção) a elogiar esse mouro de trabalho do Miguel, se bem que fazendo votos para que o homem não levasse o esforço longe demais - não percebemos se preferindo que Miguel baixasse os decibéis da berraria nas horas de ponta ou se estava a querer evitar-lhe um ataque de coração, o diabo seja surdo.
Mas havia ainda mais uma carta na manga: o CA revelou aos sindicatos ter recebido de alguns trabalhadores do Funchal e-mails em defesa da direcção da RTP-M, desmentindo assim a recente notícia do JM a respeito de perseguições no Centro - inexistentes, segundo os que depuseram aparentemente por sua iniciativa contra a maioria dos colegas.
Como seria de esperar, os sindicatos não aceitaram tomar a árvore pela floresta e, para clarificar as águas, requereram ao CA a abertura de um inquérito interno à gestão dos recursos humanos na RTP-M, com incidência nos procedimentos do subdirector Miguel. 
O CA anunciou que iria inteirar-se melhor da situação, o que está fazendo hoje ao receber a subcomissão de trabalhadores da Madeira, estando previsto que faça o mesmo com Miguel Cunha.
O resultado destas diligências - lamentamos dizê-lo aos grandes profissionais que fazem a nossa Televisão, apesar dos anti-corpos que lhes impingiram lá dentro da casa - deverá ser 'zero elevado ao quadrado'. Nada noves fora nada. O Conselho de Administração chefiado pelo espertalhaço Reis não enxerga boi de televisão (já o Almerindo não achou diferença quando o mudaram da RTP para as Estradas) nem entende patavina do que é um Centro Regional. Pior ainda: não lhes interessa, aos do CA, perceber nada de nada, não vá um grão qualquer empanar a engrenagem do tacho.
Encerramos com a boa vontade dos sindicatos: "O atropelo à lei e às práticas laborais que se vivem no CRM (Centro Regional da Madeira) não dignificam a RTP-M, os seus trabalhadores, mas acima de tudo os madeirenses e o serviço público de rádio e televisão de Portugal." Prometem assim os sindicatos aguardar o resultado do inquérito com um aviso prévio: as acções de denúncia sobre a RTP-M não ficarão por aqui.
Enfim, ainda aqui vamos. Porque as coisas hão-de piorar, agora que os meios de comunicação decidiram tornar-se PPP...PPP - Parcerias Público-Privadas...Pagas Pelo Povo.

7 comentários:

Anónimo disse...


O Muguel Cunha é um Pau Mandado do Grupo Sousa.

Anónimo disse...

Que se venda a RTP/Mamadeira ao grupo sousa, porque eles mandam naquilo sem meter um tostão lá dentro! Pelo menos os madeirenses e portossantenses deixavam de ser onerados na conta da electricidade!

Anónimo disse...

Por favor não ataquem a criada do Grupo Sousa porque ele depois descarrega a sua raiva e frustação no pessoal. TENHAM PENA DE NÓS!

Anónimo disse...

O Sousa e a Pedra vão tratar destes trabalhadores como estão a fazer no trabalho escravo do Caniçal. A chicote!

Anónimo disse...


A criada do Grupo Sousa é um Espertalhão
Aos Anos que ele já se insinuava a td o que era poder para prestar os seus Serviços.

Anónimo disse...

então o Costa quer Mandar na RTPM ?

Anónimo disse...

Não, os Sousas é que querem continuar a mandar...