segunda-feira, 27 de março de 2017


600 ANOS: INACEITÁVEL LEVIANDADE 
DO GOVERNO




Aproximam-se os dias da comemoração dos 600 Anos do Povoamento do Arquipélago da Madeira, acontecimento que importa invocar e celebrar com grande dignidade e solenidade, e que marca, de forma especial, a fase inicial dos chamados Descobrimentos.
Na comemoração dos 600 Anos, importa valorizar a forma de ocupação e o povoamento, o processo de valorização económica desta região insular, no contexto da expansão europeia, como o primeiro ensaio de processos, técnicas e produtos que serviram de base à afirmação expansionista para além da Europa e através do Atlântico. Na condigna comemoração dos 600 Anos do Povoamento do Arquipélago da Madeira, constitui dever desta Região Autónoma, e é do seu interesse específico, afirmar o desenvolvimento da informação e a valorização, no plano interno e nas mais variadas , amplas e diversificadas plataformas internacionais, de quanto representa a Madeira para o Mundo, uma vez que "aqui foram lançadas as bases sociais e económicas do mundo atlântico" (Alberto VIEIRA, Abel FERNANDES, Emanuel JANES, Gabriel PITA, História da Madeira, pág. 20).


Deste modo, justificava-se a necessária antecedência no lançar de uma dinâmica preparatória das comemorações, no desenvolvimento da correspondente orientação programática e na concretização dos eventos a calendarizar por esta Região Autónoma.
Exigia-se uma reflexão quanto às motivações, objectivos e projectos das comemorações dos 600 Anos do Povoamento do Arquipélago da Madeira. Exigia-se a planificação de uma centralidade estratégica sobre os "600 Anos".
Quando já deveria estar planificada toda a linha de programação entre 2018 e 2020, com investimentos devidamente assumidos, até agora o Governo Regional nada concretizou.
Porque estamos perante uma inaceitável leviandade da parte do Governo Regional, colocando em causa o interesse regional, o PCP decidiu requerer a urgência da presença do Governo no Parlamento para ser questionado sobre esta matéria
Texto e foto: PCP

4 comentários:

Anónimo disse...

De facto, além da nomeação da Carmo Fontes para a comissão das comemorações, ainda não se conhece nada do que serão essas mesmas comemorações.

Anónimo disse...

Invocar ou EVOCAR ?

Anónimo disse...

Invocar.

Anónimo disse...

Há Invocar e Evocar. Neste caso é Evocar (recordar) um acontecimento. Invocar o nome de uma pessoa, por exemplo, é outra coisa. A Região Católica, por exemplo, proíbe "invocar o nome de Deus em vão". Aqui não é evocar. Evocamos os nossos antepassados, por exemplo.