sexta-feira, 17 de março de 2017

Como num retiro espiritual


Caro colega e irmão em Cristo…

A caridade é um dos grandes frutos da conversão e neste “tempo santo” da Quaresma como é bom e agradável podermos constatar tantos sinais frutíferos que pré-anunciam as alegrias pascais… Mas, que bom seria se a dita conversão e seus frutos caridosos fosse uma simples consequência de uma sincera vivência espiritual e não de uma vazia vaidade farisaica. Porém, nos corredores, salas e salões do Paço Episcopal, a conversão só surge por pressão e arrancada a ferros, não do Espírito Santo mas do “medo” que se saiba a “verdade” que infelizmente tem andado agrilhoada em santas masmorras clericais e seus sombrios anexos… Infelizmente, o nosso Bispo investe demasiado tempo em futilidades e pior ainda, responde um modo fútil e pueril a uma questão muito séria; factual; não desmentida e que vos foi divulgada na última carta (27/02/2017).
Por falar em corredores, aqui todos os santos escutam os mais ínfimos sussurros… A culpa é sempre dos outros e neste caso é de algumas “paróquias negligentes” a causa do atraso de quase 3 anos do tal envio do dinheiro da renúncia quaresmal de 2014 e essa foi a desculpa dada pelo “responsável dos dinheiros” da Diocese quando telefonou (muito aflito) na primeira semana deste mês para a diocese de Mindelo. Afinal, o dinheiro que demorou 3 anos a chegar ao Paço apareceu em poucos dias!? Será um milagre da conversão quaresmal? Se não foi, podemos aplicar com satisfação o provérbio: “mais vale tarde do que nunca” e a carenciada Diocese africana já recebeu (15.911, 05 euros) o que lhe é por direito e isso é o mais importante e gratificante. 
Mas, aqui dentro, a inquietude resvala em confusão desnorteante e nem os infinitos sorrisos episcopais conseguem disfarçar tamanho desconforto de verdades inconvenientes e por isso torna-se urgente e sem qualquer pudor, publicitar nos “jornais” e “diários” os destinos dos dinheiros das várias e famosas renúncias quaresmais de toda a Igreja em Portugal (diarionoticias.pt , 3 Março) esquecendo as palavras do Mestre (Mt 6).
Apesar deste “pequeno incidente” contabilístico, aqui, no nosso Paço Episcopal, funciona tudo de um modo exemplar… Afinal, é deste lugar tão canónico que deve partir todo exemplo de rectidão moral e caridade cristã. 
Para ti, caro irmão na fé, os votos de uma Quaresma livre e feliz rumo a Cristo: Caminho Verdade e Vida.
 (Nota) E os idosos mais carenciados que também estavam contemplados nessa mesma “renúncia quaresmal” de 2014? Qual o total das verbas a eles prometido (para a compra de medicamentos) pois estes não foram referenciados no diarionoticias.pt (3/02/2017). Foi esquecimento ou Será que a culpa é de “algumas paróquias atrasadas” que ainda não entregaram o dinheiro após 3 anos? Se for o este o caso vamos todos acreditar que ele vai aparecer em menos de uma semana…

Funchal, 7 de Março de 2017

Francisco Falante

3 comentários:

Raghnar disse...

É dar uma vista de olhos no livro Avareza de Emiliano Fitipaldi para ver as evidências de que este e outros casos não são nenhum acaso, antes um procedimento comum, transversal à Igreja Católica.

E a recusa em denunciar e condenar estes abusos acaba por prejudicar aqueles que trabalham em prol do outro...

Anónimo disse...

A Igreja Católica estava melhor, mas muito melhor,se houvesse mais católicos justos, bons, comprometidos,etc. Porque a Igreja são todos.Atacar o clero a toda a hora não é nada católico.E bons e maus há em toda a parte, ou seja, há bons e maus católicos,bons e maus leigos, clero excepcional, bom e mau, ateus bons, maus e muito bons, homens e mulheres às direitas e nem tanto.

Anónimo disse...

Este senhor Falante, parecendo saber muito,afinal sabe muito pouco.De Falante para Pensante, seria uma evolução desejável.